Na hora do café da manhã e da merenda da tarde, é comum encontrarmos próximo as padarias da cidade, um, dois ou três vendedores de tucumã disputando a clientela. Tem os mais experientes e tem também os recém chegados no ramo. O certo é que, devido à enorme procura pelo fruto, houve um aumento significante nas vendas.

Antônio da Silva está a 15 anos vendendo tucumã na Ilha. Ele explica que o lucro só aparece quando o produto é novo e de qualidade. Ressalta ainda que de uns tempos para cá, a concorrência aumentou bastante, onde em cada panificadora, você encontra alguém comercializando o produto.

“O tucumã dá mais lucro quando é novo. Estou nesse ramo há 15 anos. Hoje tem muitos vendedores, e em quase todas as padarias tem um vendedor de tucumã na frente”, disse Antônio.

Carlos Sampaio é um jovem que está a dois dias na atividade, com atuação na Rua Coronel Araújo. Ele explica os motivos que o levaram a iniciar a venda.

“Antes eu era merendeiro ambulante, larguei aquele ramo por enfrentar dificuldades. A situação do município é ruim, o dinheiro não circula e temos que procurar outros meios para sobreviver, e apostei no tucumã. Nesses dois dias de venda, ainda não vi melhora, mas vai melhorar. Após comprar o pão, muita gente procura o tucumã, ainda mais descascado. Vou até colocar uma farinha para vender, pois muita gente gosta de comer tucumã com farinha”, disse Carlos.

De acordo Talisson dos Santos, vendedor da Avenida Amazonas, agosto representa o último mês da boa safra, e por isso os parintinenses ainda têm tempo para saborear um bom tucumã.

“A safra boa é de junho até agosto. Depois que acaba a safra, só vem tucumã de fora, e é um tucumã ruim. A população tem que aproveitar o tucumã bom, que termina em agosto”, disse Talisson.

Red.: Marcos Felipe