A capela de Nossa Senhora Aparecida, no bairro Paulo Corrêa, amanheceu com uma cena triste e lamentável. Vasos e flores jogados pelo chão, terço mariano arrebentado, púlpito jogado ao chão, portas arrombadas. Como se não bastasse o sacrilégio, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi quebrada e arrancada a cabeça. Somente o crucifixo permaneceu intacto.

A capela pertencente à paróquia São Sebastião tem o apoio dos comunitários católicos e com muito esforço construíram o muro que cerca a área da igreja. Infelizmente, a barreira não foi suficiente para conter a ação dos marginais.

Padre Irineu Neubaner, pároco da paróquia de São Sebastião, disse que mais de cinco vezes se deparou como essa na igreja da Sagrada Família, no bairro da União, – agora a cena volta a se repetir na igreja de Nossa Senhora Aparecida. Ele comenta:

“Esse carinho que a gente tem com a nossa mãe carnal é o mesmo carinho e até mais com aquela espiritual que o próprio Cristo nos deu. Quem não tem esse amor não consegue perceber a grandeza do mistério de Deus na sua vida e no mundo. Esta capela é uma obra construída com o suor do povo, buscando sempre dar um espaço físico mais aconchegante aos fiéis. Dói, dói bastante, nos corta por dentro, mas Deus vai mostrar o caminho pra gente chegar até essa pessoa e perdoá-la desse mal”, desabafou o pároco.

Padre Irineu ainda lamenta que no encerramento do mês de maio, mês mariano – quando o povo católico presta homenagens à Maria, tenha que se encerrar dessa forma, com a imagem representativa de Nossa Senhora destruída.