Inúmeras foram as ligações que chegaram a central de jornalismo Alvorada vindas das comunidades onde foi sentido o tremor que deixou famílias em pânico.

Na Ilha das Onças uma criança chegou a passar mal. Na Ilha das Guaribas, comunidade que fica próximo a Ilha das Onças, outra moradora confirmou o abalo.

O tremor chegou sacudir as arvores, houve correria e medo. A moradora Geandra Cativo, em contato com a reportagem do Jornal da Amazônia, explica sobre o tremor que atingiu a região de Parintins.

“O tremor foi muito forte. Eu pensava que era temporal, mas não. As arvores sacudiam fortemente. Meu irmão disse que era terra caindo, mas não estamos nessa época. Sacudiu A casa chegou a balançar. Nós estamos muito assustados por não saber o motivo, mas estamos bem”, relatou a moradora.

Na comunidade do Paraná do Espírito Santo de Cima, também ocorreu os tremores e moradores ficaram assustados.

O líder comunitário José Jacaúna disse que o tremor chegou a balançar o barracão onde acontece o Festival do Peixe Liso.

“Aqui no quase joga o barracão da Festa do Peixe Liso. Foi muito feio. Eu estava capinando minha macaxeira e fez tipo um trovão, aí as casas começaram a balançar e as cômodas começaram a correr dentro da casa e teve correria”, comentou José Jacaúna.

O terremoto, de magnitude 7.3 na escala Hister, ocorreu no litoral da Venezuela.

O pesquisador do Serviço Geológico do Brasil, Marco Antônio Oliveira, explica sobre o fenômeno que atingiu a região norte da Venezuela e chegou forte a Manaus e região de Parintins.

“Foi um tremor de magnitude alta, ocorreu na região do Caribe Venezuelano e as ondas se propagaram e atingiram o Brasil. Primeiro em Roraima e depois no Amazonas. O fenômeno foi profundo, mais de 100 km de profundidade, e por isso, abalos secundários foram sentidos por aqui, mas não há riscos”, explicou o geólogo.

O professor de geografia da UEA, Camilo Ramos, explica sobre o que motiva os possíveis terremotos.

“Nós estamos em cima de placas, as chamadas Placas Tectônicas. Os terremotos são formados a partir de fortes deslocamentos de placas gigantescas debaixo da terra. Quando isso ocorre, a energia que estava acumulada no local é liberada sob forma de ondas elásticas. Elas se espalham em todas as direções, fazendo a terra tremer. A profundidade e a força do choque entre as placas é que definem os resultados dos tremores”, explicou.

Red.: Cleimer Carneiro