Era por volta das 10:30h quando duas máquinas da Secretaria de Obras colocaram no chão o imóvel construído em área de proteção ambiental.
Bastaram alguns segundos e o prédio do empresário Chiquinho Vasconcelos estava no chão. A prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Obras cumpriu o mandado de imissão na posse. A demolição ocorreu na manhã desta quinta-feira, 10, na Avenida Paraíba, bairro Itaúna II.
De acordo com o procurador do município Edy Maia a demolição ocorre em virtude dos projetos que o poder público tem para o local como a elevação da via e a construção de uma praça. Ele explica que o prédio foi construído de forma irregular em área de proteção ambiental e estava embargado desde 2014. “Entramos com uma ação de desapropriação dessa área. Algumas pessoas já saíram daqui e o que falta é a discussão final sobre a desapropriação e o valor que vai ser indenizado. Temos hoje na justiça o valor de R$ 125 mil destinados para este fim e como tivemos hoje uma decisão interlocutória de que podíamos tomar posse do imóvel estamos fazendo isso”, explica o procurador.
A Polícia Militar e agentes de segurança foram designados para o local. O sargento Robson Maciel explicou que todo o trabalho transcorreu tranquilamente, sem maiores problemas e a polícia apenas acompanhou o cumprimento de decisão da justiça. O Secretário de Obras Luciano Saraiva afirmou que a partir do cumprimento da determinação o local será aterrado para prosseguir a obra e a construção de uma praça. Além do galpão de Chiquinho Vasconcelos uma casa localizada ao lado da Feira Zezito Assayag também será derrubada. “Vamos demolir o prédio da esquina que faz parte do trecho da obra. O proprietário vai tirar os equipamentos dele que estão ai dentro e a partir daí a obra será manual”, afirmou.
O empresário Chiquinho Vasconcelos acompanhou o movimento e criticou o fato de muitos secretários estarem presente no ato. Assegurou que comprou o local com todas as documentações necessárias, e alegou perseguição política. “Olha o teatro que se faz? Isso poderia ser de forma amigável. Mas vou cumprir a ordem judicial, pois sempre digo que ordem judicial é pra ser cumprida”, disse.
Da Redação, Carlos Alexandre