Por determinação do comando geral da Polícia Militar e orientação da diretoria de justiça e disciplina o comando do 11º Batalhão de Polícia Militar instaurou inquérito policial militar para investigar a conduta do cabo Heleno Garcia que ao tentar defender a honra de sua esposa a também policial militar Marilena, por ter sido vitima de agressão verbal, saiu da unidade prisional onde estava de serviço e seguiu até o Hospital Padre Colombo onde agrediu verbal e fisicamente o detento Vanderson Mendes de Jesus.

O fato foi registrado em vídeo gravado em telefone celular. Os procedimentos de apuração do caso devem durar 40 dias, mas podem ser prorrogados por mais 20 dias. O comandante do Batalhão Tupinambarana Tenente Coronel Valadares Jr em entrevista ao Jornal da Amazônia e a TV Alvorada no fim da manhã de ontem explicou que nesse período será avaliada a conduta do policial militar e será dado o seu direito de defesa e do contraditório.

O comandante informou que o Militar por enquanto não será transferido, enquanto responde o inquérito policial, mas existe indicação que ele deverá após os procedimentos ser remanejado de área de atuação.

O comandante entende que agressão não é justificada, uma vez que o policial tinha outros meios para efetuar a denuncia como a representação da própria policial militar Marilena para que o detento respondesse por nova ação.

Ao ser questionado sobre a possibilidade do policial militar estar sob efeito de bebida alcoólica, que chegou a ser cogitado após o ocorrido, o Tenente Coronel Valadares Jr esclarece que não existia a possibilidade, mas que os próprios envolvidos tanto o agredido como quem estava filmando interagiam na intenção de afirmar que o PM estaria sob efeito de bebia alcoólica. Ele rechaçou a denuncia por entender que existia o que chamou de “armação” para tentar prejudicar os militares, uma vez que a guarnição anterior do sargento Alciberto foi duramente provocada enquanto esteve na unidade de saúde.

Da Redação, Carlos Alexandre