Em mais uma situação crítica da segurança pública, vivenciada com a tentava de fuga da Unidade Prisional da Parintins, na madrugada de domingo, surge novamente o questionamento da sociedade sobre a construção do presídio, que será na estrada de Vila Amazônia, no km 6.

Mas a fuga frustrada não está relacionada à superlotação, a maus tratos, mas a interferência de organizações criminosas que operam dentro dos presídios do estado. Todos os envolvidos na tentativa de fuga faziam parte do assalto que ocorreu em Boa Vista do Ramos no começo de agosto. Segundo um policial que estava de serviço no dia de ontem, todos bandidos de alta periculosidade, inclusive de outras cidades da região.

No mês de novembro do ano passado a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) encaminhou à Comissão Geral de Licitação (CGL) processos de licitação para contratação de empresas especializadas para a construção de três unidades prisionais nos municípios de Manacapuru, Parintins e Tefé.

Além das novas unidades nesses municípios, o Governo do Estado teria também encaminhar à CGL processo para retomar obra de presídio na cidade de Maués.

O Governo do Amazonas estabeleceu como uma das prioridades, na área de segurança, a construção das novas unidades, atendendo uma das recomendações feitas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Ministério Público do Estado (MPE-AM) e Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) para diminuir a superlotação nos presídios.

Em Tefé, as obras estão paradas desde 2013 e serão retomadas. A Unidade Prisional de Tefé está com 26,53% das obras concluídas.O projeto é que a unidade oferte 125 vagas ao município.

As unidades de Manacapuru e Parintins utilizarão recursos federais oriundos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), que disponibilizou no final de 2016 uma verba para diversos Estados da Federação realizarem investimentos em melhorias no sistema prisional.

Cada unidade terá 286 vagas que, com as 125 de Tefé, irão totalizar 697 novas vagas no sistema prisional do Amazonas.

Para a construção das duas unidades serão utilizados R$32 milhões, dos R$44 milhões recebidos que estão sendo aplicados também na aquisição de equipamentos de fiscalização, segurança e aparelhamento das unidades prisionais.

O secretário da Seap, Cleitman Coelho, afirmou que o problema de superlotação nos presídios é uma realidade em todo o país, e que no Amazonas estão sendo estudadas medidas para desafogar as unidades já existentes com a construção de mais unidades prisionais.

Red.: Neudson Corrêa