O Papa Francisco pediu, nesta quarta-feira, 13, que os fiéis rezem por sua visita à ilha grega de Lesbos neste sábado, 16. O Santo Padre visita o local para um encontro com os refugiados, numerosos nessa região.

“Visitarei a ilha de Lesbos, onde nos meses passados transitaram inúmeros prófugos. Irei com os meus irmãos o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu, e o arcebispo de Atenas e de toda a Grécia, Jerônimo, para expressar proximidade e solidariedade seja aos prófugos, seja aos cidadãos de Lesbos e a todo o povo grego, tão generoso no acolhimento. Peço por favor que me acompanhem com a oração, invocando a luz e a força do Espírito Santo e a materna intercessão da Virgem Maria”, disse o Papa após a catequese de hoje.

Como reiterou o Papa em seu pedido de oração, a visita à Grécia tem uma significativa dimensão ecumênica. A assistência aos refugiados na Ilha é feita sobretudo pelos ortodoxos, sendo a maioria da população, com grande sinergia com instituições católicas e de outras confissões cristãs.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira, 12, pela Organização Internacional para Migrações, mais de 173.000 migrantes e refugiados chegaram à Grécia, Itália, Chipre e Espanha pelo Mar Mediterrâneo em 2016 (dados contabilizados entre 1º de janeiro e 11 de abril). O número de mortes na região subiu para 723.

Grécia

A organização calcula que somente na Grécia, mais de 153 mil pessoas entraram no país desde o início do ano. A OIM diz ainda que mais de 53 mil refugiados e migrantes estão sem ter como se locomover na Ilha. Boa parte deles está alojada em centros de acolhimento no norte do país.

Os sírios formam a maioria dos migrantes e refugiados que chegam à Grécia, seguidos pelos afegãos, iraquianos, paquistaneses e iranianos.

Fonte: Canção Nova/Rádio Vaticano