Passados os dias do Festival Folclórico de Parintins, o maior do planeta, tendo “na ilha Tupinambarana todo mundo reunido” (já cantava o Pinduca), restam os ensinamentos dessa festa magnífica que somente o parintinense sabe fazer.

O Festival da superação deixa o legado da busca intensa que se deve fazer, por parte dos dirigentes, do profissionalismo nas agremiações folclóricas. Joguemos fora os pires que até um dia desses se tinha nas mãos, aguardando recursos que variavam de acordo com o humor político daqueles que deveriam valorizar essa festa.

Ficou provado que são nos momentos de crise que a criatividade parintintin dá espaço à ações concretas que transformam a pior das situações em vitórias mais que merecidas.

Venceu na objetividade, o Garantido! Venceu na subjetividade, o Caprichoso! Venceram na garra, no suor e na luta, os artistas rubros e celestes! Venceu com tudo isso, PARINTINS, que mostrou como superar os desafios, quaisquer que sejam eles. Venceu o vendedor ambulante, o feirante, o açougueiro e o hoteleiro. Venceu o bombonszeiro, a tacacazeira, o tricicleiro. Somos todos vencedores!

Parintins ensina ao mundo que, com arte, alegria e uma pitada de pavulagem azul ou vermelha, se faz o maior espetáculo da terra.

Agora um recado aos vencedores: lancemos mão da criatividade colocada em nós com dom e lutemos para que o Festival Folclórico permaneça como a galinha dos ovos de ouro do parintinense e em se tratando de galinha, quem a quer por perto não diz “xô”! O festival vai embora, mas ano que vem ele volta para nos alegrar.

José Paulo Pacheco