Uma denúncia sobre invasão de madeireiros na comunidade da Sabina, região do Mamuru, está deixando os comunitários preocupados. A ação já acontece há mais de vinte anos diante dos olhos das autoridades ambientais e políticas.

Além dos madeireiros que já estão posicionados na área, um novo grupo composto de dez empresas adentrou novamente a floresta neste mês de agosto.

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E o que é pior. Esses madeireiros vão ficar na região, segundo um agricultor que esteve no departamento de jornalismo da Alvorada e preferiu não gravar entrevista, afirma que as empresas vão ficar até o mês de dezembro derrubando a mata. Assim como derrubam as árvores eles levam as toras em balsas todas as semanas.

Não bastasse esses problemas eles ainda queimam as cascas de madeira que se desprendem das toras. Depois do fogo vem a fumaça que fica por um período de três meses tornando-se um incomodo sem cessar. Durante todo esse tempo os moradores da comunidade da Sabina sofrem com a densidade de fumaça por um longo período. Até uma balsa foi fundeada no rio e agora os moradores passaram a tomar água com teor de ferrugem.

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Um grupo de moradores resolveu encarar o risco e passaram a enfrentar os madeireiros. O agricultor relatou que os comunitários fizeram uma barreira no rio utilizando canoas e cascos para impedir o acesso dos madeireiros até a região explorada.

Uma profissional da área de biologia que atua na região destaca  que “certa vez quando eu estava na comunidade do Maranhão, por volta das 21h vi duas balsas cheias de madeira. Imediatamente procurei sinal para enviar SMS para o chefe do Ibama, Messias Cursino para denunciar, mas não sei o que acontece. Eu atuo como bióloga e fico indignada. Acho inadmissível a falta de compromisso do órgão em relação a essa situação. Quando retornei no domingo à tarde as duas balsas estavam paradas na margem do rio, deveriam estar esperando anoitecer para prosseguir viagem. Tirei fotos e postei nas redes sociais e novamente enviei SMS para o Messias Cursino, que nada fez. Era muita madeira. Um verdadeiro absurdo! E sem mencionar nos crimes que eles cometem com quem tenta impedi-los. Eles não tem medo, pois sabem que não serão punidos. Nossas leis são muito brandas e só funcionam com o “ladrão de galinha”.

Isso é apenas um desabafo de alguém que não aceita esse tipo de coisa.

Red.: Neudson Corrêa