Neste domingo, 28, a Igreja celebrou a vocação dos leigos. Durante todo mês de agosto, as várias vocações da Igreja foram lembradas: os ministérios ordenados – diáconos, padres e bispos, a vocação matrimonial e a vocação à vida consagrada.
Dom Severino Clasen, OFM, Bispo da Diocese de Caçador (SC), e referencial da CNBB para o laicato, explica que o papel do leigo na ação evangelizadora da Igreja é o mesmo de todo cristão batizado: ser testemunha de Jesus Cristo no mundo. Para ele, um desafio atual é convencer que todos os batizados devem atuar não só na Igreja, mas também na sociedade.
“Os leigos têm que ser protagonistas, tem que estar presente, agir, e não só ficar dizendo amém, mas trazer propostas, animar, participar e dar testemunho.”
De maneira especial neste Ano da Misericórdia, Dom Severino acredita que os leigos devem viver as obras de misericórdia compreendendo sua própria vocação de cristãos. Ele explica que no Evangelho é possível ver como Jesus agia com amor em relação ao outro. Ele não olhava a hierarquia, mas a pessoa como filho de Deus, explica. E, nesse sentido, os cristãos devem agir como Jesus, acolher e introduzir a pessoa no seio da comunidade.
“Não é buscar um serviço isolado, mas sim, buscar o ser humano, que tem que ser acolhido no seio de uma comunidade de fé que é expressão de Deus. Aí podemos ver as obras espirituais e corporais”, complementa.
Dom Severino recorda o testemunho de tantos leigos e leigas, professores e teólogos, que demonstram paixão por Jesus Cristo e pela Igreja. E destaca o interesse dos fiéis, em sua diocese, sobre o laicato. “As pessoas querem saber o que é o laicato, como se organizar.”
O Bispo defende ainda a importância de buscar na segurança da Igreja e nas orientações pastorais da diocese, como os leigos podem ser autênticos cristãos, seja na sala de aula, no emprego, no comércio ou em outros lugares.
“Os cristãos leigos devem ser resposta de Jesus Cristo”, enfatiza.
Fonte: Canção Nova