Devido a quebra do acordo judicial por parte da diretoria do boi Caprichoso com a empresa Rio Copacabana Comércio de Fogos de Artifícios Ltda., a Justiça determinou o leilão do galpão em madeira da entidade folclórica, localizado na esquina das ruas Fausto Bulcão e rua Barreirinha, que serve para a confecção de alegorias, para o pagamento de R$ 437.005,00. A dívida do Caprichoso com a empresa de fogos é referente a prestação de serviço no Festival Folclórico de 2010.

O leilão eletrônico está marcado para o dia 11 de setembro de 2018. O advogado da empresa, Rodrigo César das Silva e Silva, em contato com a reportagem, disse que não iria se pronunciar devido à questão ética. Porém, confirmou a realização do leilão.

O primeiro certame estava marcado para o dia 12 de junho de 2018. Entretanto, o presidente do Caprichoso fez um acordo com a empresa Rio Copacabana Comércio de Fogos de Artifícios, sendo o leilão cancelado. A diretoria do bumbá se comprometeu em pagar a dívida logo após o Festival Folclórico de Parintins.  Como não houve o pagamento, o galpão será leiloado.

De acordo com o Repórter Parintins, o presidente do Caprichoso, Babá Tupinambá, disse que os advogados do bumbá entraram com um pedido de prorrogação da data do leilão em pelo menos mais um mês. No recurso do Caprichoso os advogados pedem ainda a impugnação do valor da dívida.

No dia 25 de abril de 2018, o juiz de direito substituto da 3ª Vara Cível da Comarca de Parintins, Samuel Pereira Porfírio, autorizou a realização de leilão do galpão de madeira que serve para a confecção de alegorias do Boi Caprichoso para sanar a dívida de mais de R$ 437.005,00.

Na ação o empresário André Luiz Lanza Lopes apresentou novas planilhas de atualização do débito e pediu, com base no artigo 881 do Código de Processo Civil/2015, a alienação em leilão judicial do galpão de madeira do Caprichoso. O documento foi assinado pelos advogados Fabiano Martins e Rodrigo César das Silva e Silva.

Na ação inicial movido pela empresa Rio Copacabana Comércio de Fogos de Artifícios contra o Caprichoso em 2013 consta que em 17 de maio de 2010 a diretoria da agremiação, tendo como presidente Carmona Gonçalves de Oliveira Filho, assinou contrato de prestação de serviço para show pirotécnico nos dias 25, 26 e 27 de junho de no 45º Festival Folclórico de Parintins.

No referido contrato ficou definido que o boi Caprichoso pagaria a Copacabana Fogos R$ 150 mil, sendo que a primeira metade do valor seria paga até o dia 31 de maio de 2010 e a segunda metade até o dia 21 de junho de 2010.

Porém, a empresa de fogos prestou o serviço de acordo com o contrato da diretoria do Caprichoso, entretanto não cumpriu com o pagamento, ficando a empresa no prejuízo e sem receber nenhuma importância.

A Copacabana fogos tentou por inúmeras vezes uma composição amigável, mas, infelizmente, todas restaram infrutíferas, antes a postura irredutível da devedora.

O valor da dívida que era de R$ 150 mil foi elevado para mais de R$ 500 mil, com correção monetária, valor corrigido, juros de mora.

Red.: Neudson Corrêa