A confiança do consumidor está em níveis cada vez mais baixos diante da crise política e econômica. A economia brasileira, como todos sabem, está imersa numa grave crise. Em 2015, o PIB (Produto Interno Bruto), soma de todas as riquezas produzidas no país ao longo do ano, teve uma retração de 3,8%, a maior queda desde 1990. As projeções do Banco Central para 2016 são de uma queda de 3,5%. O desemprego, como consequência da queda do PIB, não para de crescer; atualmente, está em 9,5%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O número de desempregados no Brasil já ultrapassa 9,6 milhões de pessoas. Isso sem falar na inflação, que assusta a cada um de nós toda vez que vamos pesquisar os preços nos supermercados, serviços etc. Um forte ingrediente da crise econômica é a crise política que o Brasil atravessa. Não se trata apenas de uma instabilidade, mas a incerteza sobre o futuro do Brasil trava os investimentos dos empresários e os gastos das famílias.

É corriqueiro, hoje, ouvir pessoas falando em adiar um gasto, a troca de um carro e até mesmo uma despesa pequena que seja. Muitos brasileiros estão segurando firme no bolso antes de gastar, e isso se reflete nas quedas nas vendas do comércio e serviços. Por outro lado, os empresários, também cheios de incertezas, aguardam um cenário mais favorável para investir. A consequência é vista na queda dos investimentos a um nível muito baixo do necessário para sustentar o crescimento da Economia. Enquanto a crise política existir, sem um cenário claro do que acontecerá, pessoas, famílias e empresários esperam e adiam seus gastos/investimentos. A confiança do consumidor, dos empresários, das empresas e organizações está em níveis cada vez mais baixos.

Primeiramente, você ou algum membro da sua família pode estar sendo atingido pelo desemprego, um dos dramas atuais. Existem também aqueles que estão à procura de emprego há muito tempo. Com as vendas em baixa em diversos setores e os investimentos despencando, pessoas sofrem com a queda nas suas rendas.

Em outro plano, está a alta da inflação. Além de enfrentar o desemprego, todos nós somos afetados pela alta dos preços. Independente da renda, todos são impactados pela alta dos preços das mercadorias, mensalidades, gastronomia e entretenimento, para não citar outros setores da economia. Ainda que se busque alternativas mais baratas, economias, promoções ou compra de produtos de menor qualidade, é quase impossível deixar de gastar um pouco mais a cada mês.

Luz no fim do túnel

Diante desse cenário, surge a pergunta: Existe uma luz no fim do túnel? Sim. Podemos afirmar que a inflação, por diversos fatores, está começando a diminuir. Para este ano, ainda se prevê alta entre 6,6% e 6,9% nos preços segundo o Banco Central. Ainda não podemos comemorar, pois está longe de ser o ideal para a vida do trabalhador. Mas já é um sinal de que os preços vão subir menos este ano se comparado a 2015. Resta-nos enxugar o orçamento pessoal/familiar e retirar o que é supérfluo, adiar o consumo, muitas vezes, à espera de águas mais tranquilas. Ter esperança! O Brasil vai superar a crise tal como o fez muitas vezes em sua história. Rezemos para que o país supere este tempo turbulento e possa retomar sua estabilidade econômica e política.

Fonte: Canção Nova