O presidente da Câmara Municipal de Parintins, afastado por força judicial, Everaldo Batista (Pros),  explicou que a denúncia protocolada pela presidente interina da CMP, Karine Brito (PHS), no Ministério Público do Estado, não tem fundamento e que a vereadora não atentou para o fato de o déficit encontrado nas contas do Poder Legislativo ser referente às despesas da gestão passada com o funcionamento do parlamento municipal.

Everaldo Batista reiterou que são apenas despesas anteriores que ainda restam serem pagas. Ele afirmou que quando assumiu a presidência da CMP também encontrou uma dívida de mais de R$ 500 mil deixada pelo presidente anterior, o vereador Rildo da Silva Maia (PMDB). “Quando ela (Karine Brito) entrou na Câmara e eu saí, ficou essa despesa lá, que eu estou pagando. Quando eu recebi (a presidência) do Rildo, recebi com um déficit de mais de mais de 500 mil reais com o retroativo”, justificou.

O vereador Everaldo Batista citou, entre outros dados como exemplo de despesas retroativas que ficaram sem pagamento e essas dívidas foram herdadas em sua gestão, o fornecimento de fardamento para os servidores, dívida de gasolina e INSS. “Não são recursos desviados. São despesas que têm que pagar. Só um dado: auxílio fardamento de funcionário foi mais de R$ 20 mil, INSS mais de R$ 60 mil, com fornecedor de gasolina são mais de R$ 20 mil, com manutenção R$ 6 mil. São despesas que eu ia pagar. O problema é que ela (Karine Brito) não pagou e deu toda essa confusão”, explicou.

Everaldo assegurou que teve toda a intenção de pagar as dívidas deixas pela presidência anterior, assim como as atuais, entretanto, questões burocráticas impediram que o repasse financeiro da administração municipal chegasse com acréscimo. “Era para eu pagar em janeiro o fardamento e não consegui. Eu ia pagar esse mês, porque ia aumentar o repasse em R$ 30 mil e não teve esse aumento”, pontuou.

Com relação ao possível desvio de recursos da Câmara Municipal de Parintins, Everaldo Batista esclareceu que houve um caso envolvendo um servidor da CMP o que se configurou como uma possível falha nas contas da CMP e que esse fato pode ter confundido a opinião pública. “Houve um caso de um funcionário, que é outro fato. Com relação às despesas que ela (Karine Brito) levou para lá, com certeza o jurídico deve ter dito: olha isso aqui deve ser pago. Tem um novo fato que é réu confesso de um funcionário”, justificou.

O presidente afastado Everaldo Batista lamentou que a presidente interina Karine Brito tenha feito “uma tempestade em um copo de água”, ou seja, tenha dado uma dimensão maior para o fato de haver despesas deixadas por sua gestão. “Quando eu recebi as dívidas do Rildo Maia, eu não fiz todo esse estardalhaço. Se são despesas da Câmara, eu vou dar meu jeito de pagar, já que estou gestor”, frisou.

Marcondes Maciel | RP