É constante o desperdício de água em Parintins. E esse desperdício não é por conta de torneira ligada, cano quebrado, lavagem de calçadas ou de veículos. A utilização de água pelos moradores para encher piscinasdá para imaginar a dimensão do consumo.

São inúmeras as piscinas domésticas e aquelas construídas em chácaras, distribuídas pelas comunidades de Aninga, Macurani, Parananema e em clubes de campo.

Mas esses proprietários podem estar pagando uma taxa irrelevante sem ao mesmo ter instalado um hidrômetro para medir o consumo diário e mensal.

De acordo com o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parintins (SAAE), Nelson Campos, a autarquia não tem o número exato do desperdício de água potável nem a quantidade de piscinas construídas em Parintins.

Nelson promete tomar providências e ao mesmo tempo fazer um levantamento do consumo por parte de quem tem piscina em sua propriedade.

“O SAAE trabalha organizando a rede de distribuição, ajuda no combate a incêndio, mas nós ainda não temos um plano para minimizar o desperdício de água, que existe há muitos anos. A taxação e a não colocação dos hidrômetros, contribui para um maior desperdício de água em Parintins”, diz o diretor Nelson Campos.

Sem gravar entrevista, a servidora pública Sílvia de Souza, questiona o desperdício de água de quem tem piscina em casa. Ela critica as pessoas que preferem secar as piscinas na parte dia em vez de ser feito na parte da noite.

“O problema acontece mais nos fins de semana e também no domingo. As pessoas poderiam, pelo menos, secar suas piscinas sem importar ninguém”, comenta a servidora.

Red.: Neudson Corrêa