O preço da cesta básica ficou mais cara em julho e o consumidor teve que desembolsar R$ 22,22 a mais. De R$ 384, em junho, passou para R$ 404,22. A alta de 5,27% foi influenciada principalmente, pelo tomate, feijão e a manteiga, segundo pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O tomate, que teve uma queda no mês de junho em 5,33%, voltou a subir em 15,83%. O motivo, segundo a pesquisa, é a lenta maturidade devido ao clima ameno no Sudeste do País, reduzindo assim a oferta. O feijão do tipo carioquinha, que é um dos principais itens da mesa do brasileiro, teve um aumento de 13,68%, em julho, e já acumula só nesses sete meses de 2016, 96,60%.

Já manteiga subiu nas 25 capitais do País e no Amazonas foi o segundo maior aumento registrado no mês de julho. Dos demais itens que tiveram aumento, destacam-se a banana, que depois da redução de 10,81%, em junho, voltou a subir em julho. Em seguida, o arroz com uma alta de 4,09% em julho e o leite, com um aumento de 3,86%, influenciado pela subida da manteiga.

Por outro lado, a carne bovina, que representa o primeiro maior gasto do consumidor do Amazonas, teve uma queda de 2,36%, a farinha de mandioca registrou uma pequena redução de 0,38%, em julho.

Com base na cesta mais cara do país, que em julho, foi à cidade de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele, o Dieese estima mensalmente que o valor do salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.992,75, ou 4,54 vezes o mínimo de R$ 880,00.

Da Redação, Graciane Marinho