Um canto, uma oração proferida de dentro da floresta ecoa pelo mundo. Mais que um clamor, o som é de alerta para que os homens ouçam as vozes dos espíritos da natureza dizendo que nem a mais avançada das tecnologias salvará o Planeta e a Vida, se continuarem matando a terra em busca de outro lugar no universo onde a existência possa prosseguir. O canto alerta ainda que inteligência e inconsequência caminham lado a lado e olhar apenas para o céu prevendo o futuro, não assegura a conservação da Terra.

Avançamos na globalização, na internacionalização e em campos que são essenciais para o futuro da humanidade, entretanto, poluímos cada vez mais e destruímos nossa própria casa. O discurso preservacionista, esvaziou-se e tornou-se banal. Temos uma missão para os próximos 50 anos de festival: cantar o necessário retorno a natureza para que possamos começar o caminho de reconstituição do planeta para a salvação da existência. Essa é a missão do Boi Caprichoso.

Na figura típica regional, o Boi Caprichoso apresentará o Pescador da Amazônia, que concorrerá com a alegoria do renomado artista Karú Carvalho.

Na lenda Amazônica, com alegoria idealizada e executada pelos artistas Nei Meireles e Márcio Gonçalves, o Caprichoso contará a história de Tandavú, a fera dos rios.

No ritual indígena, Monhagaripi, o fantástico rito de cerimônia fúnebre de algumas tribos indígenas, principalmente os tapajós, será apresentado na arena de disputa.

Fonte: Revista Oficial da Associação Cultural Boi Bumbá Caprichoso

Acompanhe a transmissão ao vivo da segunda noite de disputa do Festival de Parintins 2016 pelo Sistema Alvorada de Comunicação, emissoras da Fundação Evangelii Nuntiandi.