Após a notícia de bloqueio de recursos de patrocinadores, os bois Garantido e Caprichoso vão à Justiça para tentar impedir o decisão do juiz Aldemiro Dantas Jr, da Vara do Trabalho de Parintins, proferida no dia 10 de junho. 

O bloqueio foi da ordem de R$2,9 milhões do repasse da cota de patrocínios do Festival de Parintins. A medida compromete o pagamentos de salários artistas dos bois, que estão com trabalhos em reta final nos galpões.

Garantido e Caprichoso foram intimados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11° Região – Vara de Trabalho de Parintins e devem dar respostas até esta quarta-feira,15.

Foi fixada multa diária de R$10 mil por dia de atraso. Segundo o ofício/intimação, “tanto a Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido quanto o Instituto Boi-Bumbá Garantido são devedores nesta Vara do Trabalho de Parintins da quantia aproximada de R$1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais), bem como a Associação Folclórica Boi-Bumbá Caprichoso e a Fundação Boi-Bumbá Caprichoso são devedores da quantia aproximada de R$1.700.000,00 (um milhão e setecentos mil reais) referentes a dívidas trabalhistas e previdenciárias”.

De acordo com o vice-presidente do Garantido, advogado Fábio Cardoso, as agremiações folclóricas buscam soluções judiciais para não sofrerem mais esse corte financeiro. “Estamos preparando um Mandado de Segurança para tornar sem efeito a decisão do Juiz do Trabalho Aldemiro Dantas.

Tenho conversado pessoalmente com os advogados que tem acordos em atraso, e devemos refazer os acordos com novas datas. Estamos buscando todas soluções possíveis, vamos resolver sim”, garantiu Cardoso.

Segundo Fábio, desde o início desta gestão (Adelson Albuquerque) “já foram pagos mais de R$ 1,3 milhão em dívidas deixadas de gestões passadas, somente na Justiça do Trabalho.

O presidente do Caprichoso, Joilto Azedo, afirma que o bloqueio compromete a execução do boi de arena, mas principalmente o pagamento dos artistas e demais funcionários do bumbá. “É uma injustiça como nosso colaboradores”, diz o presidente do azul, que destaca que os trabalhadores também são pais de famílias e precisam receber seus vencimentos.