O quarto dia de atividades da 54ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que se realiza em Aparecida, SP, teve início com a Santa Missa no Santuário de Nossa Senhora, presidida por Dom Mauro Aparecido dos Santos, Arcebispo de Cascavel, PR e concelebrada pelos bispos do Regional Sul 2, Paraná.

Após a sessão da manhã de hoje, focada no tema central da Assembleia, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade – Sal da terra e luz do mundo”, o início do retiro dos bispos que se encerrará neste domingo com a Santa Missa no Santuário Nacional na presença de romeiros de todas as partes do país. O retiro é pregado este ano pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi.

O Santuário Nacional de Aparecida acolhe neste sábado e domingo (09 e 10 de abril) a Romaria Nacional da Juventude, evento organizado pela CNBB. A romaria faz parte do ROTA 300, cuja programação é uma preparação para o Jubileu dos 300 anos do Encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, e também foi incorporado no projeto JUMI – Juventude em Missão, do Santuário Nacional. O tema da romaria é ‘Juventude com Cristo na casa de Maria’ e reunirá jovens de diversas  partes do Brasil.

A missa de ontem no Santuário Nacional, que deu início aos trabalhos dos bispos foi presidida pelo Arcebispo emérito de Feira de Santana (BA), Dom Itamar Vian; concelebraram com ele o Arcebispo emérito de Manaus (AM), Dom Luiz Soares Vieira, e o Bispo emérito de Palmares (PE), Dom Genival Saraiva. Segundo dom Itamar, “a Igreja não pode permanecer indiferente às dores de seu povo”. É chamada “a crer com as mãos, lutando para que haja pão em todas as mesas”.

Ao comentar o Evangelho de João, sobre a multiplicação dos pães,  Dom Itamar disse que “Jesus, acolhendo e alimentando as multidões, revela o rosto misericordioso do Pai”.  Porém, ao citar o exemplo de Felipe, que sugeriu dispersar o povo e que cada um procurasse arranjar comida nos povoados vizinhas, lembrou que a mentalidade dos discípulos ainda se perpetua nos tempos atuais. “Diante de tanta dor e sofrimento, de tanta corrupção e falta de ética, da fome e da injustiça social, podemos nos sentir impotente para encontrar as soluções necessárias”, afirmou ao lembrar que no mundo há cerca de um bilhão de pessoas que passam fome.

Ao final da sua homilia, dom Itamar explicou o significado do ‘ser’ bispo emérito. Segundo ele, o bispo emérito, ao deixar a administração ou o governo pastoral, ingressa na condição de “avô” da diocese.

Ainda na noite de ontem tivemos aqui em Aparecida a cerimônia de entrega dos Prêmios de Comunicação no auditório da TV Aparecida, no âmbito da programação da 54ª Assembleia Geral da CNBB.

Entre os trabalhos inscritos para os prêmios de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nove foram selecionados pelas comissões julgadoras. As produções escolhidas tratam de temas como saúde mental, política, imigração, santos brasileiros, arte, poesia e cultura.

Os inscritos nos prêmios concorreram às seguintes categorias: Margarida de Prata para Cinema, Clara de Assis para TV, Dom Hélder Câmara para jornais e revistas e Microfone de Prata para rádio.

Em mensagem, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, dom Darci José Nicioli, agradeceu a todos que enviaram suas produções, motivando para que os veículos prossigam no compromisso com a comunicação que transforma.

“A Igreja no Brasil dialoga com o mundo da comunicação e da arte. Sempre foi missão da CNBB valorizar o trabalho de qualidade feito por esses profissionais e empresas que atuam nessas áreas. Desejamos que continuem comprometidos com a vida e sejam incentivados a produzirem mais”, expressou dom Darci.

O assessor da Comissão, padre Antônio Xavier Batista, avalia positivamente a edição 2016 dos Prêmios de Comunicação. De acordo com o sacerdote, a premiação vem cumprindo seu papel de incentivar a comunicação à serviço da vida e na promoção dos valores cristãos.

“O principal objetivo dos Prêmios de Comunicação é o diálogo com a sociedade e todas as instâncias. Foram premiados os melhores trabalhos que retratam valores construtivos e humanitários. Desta forma, a CNBB deseja continuar a valorizar e colocar em evidência o trabalho feito por tantas pessoas, com bons resultados, porém muitas vezes desconhecidos”, explica padre Xavier.

Na divulgação dos resultados, a Comissão para a Comunicação desejou, ainda, que a comunicação no Brasil seja nos valores humanos, cristãos e éticos base de uma sociedade democrática e cidadã.

Este ano, o processo de seleção das obras contou também com participação de uma comissão de bispos da CNBB. A primeira fase da escolha das produções foi realizada por um júri técnico composto por profissionais e docentes da Comunicação. Posteriormente, a comissão de bispos classificou os melhores trabalhos, dentro de cada categoria.

Fonte: CNBB