O Craque desta edição, “Marinho” como é conhecido por todos, ganhou o agrado quando este, ainda era menino, mas tarde o agrado se tornou o nome de referência no futebol parintinense. Nascido em 06 de julho de 1958, seu primeiro endereço foi Rua Getúlio Vargas (o “Beco do Degola”), estudou até o primeiro grau, na Escola Estadual “Senador Álvaro Maia” o conhecido “Estadual”. Aos 22 anos casou-se com Dona Marilane Cruz Azevedo, juntos tiveram três filhos. Atualmente Marinho reside a Rua Fortaleza, no bairro Emílio Moreira e trabalha como servidor público.

 Trajetória

Marinho iniciou sua trajetória no futebol aos 16 anos jogando pela equipe do Estrela do Norte. Na equipe permaneceu num período de um ano. Segundo ele, a equipe na época era formada por jogadores que estavam começando, ou seja, que iam da segunda para a primeira divisão.

Em 1977, passou a atuar na equipe do Esporte Clube Parintins, na equipe jogou uma temporada. Ainda neste mesmo ano, foi convidado a receber faixa pelo Sul América, a diretoria do Leão Azul já estava de olho para contratá-lo.

Em 1978 passou a integrar a equipe do Sul América, na nova equipe, segundo ele, atuou num período bem mais longo de sua carreira de jogador, permaneceu 13 anos. Durante sua estada no time azulão da cidade conquistou oito títulos.

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Conquista de 82, campeão invicto.

No período entre 79 e 80, Marinho foi convidado a fazer parte da equipe do São Raimundo de Santarém (PA). Na equipe paraense, ele conta que foi uma experiência muito boa. “Foi muito bom no São Raimundo, lá havia muitos jogadores bons, tinha jogadores de Belterra como Biano, de Juruti tinha o Aldo e de Alenquer tinha o Alberto. Foi uma experiência muito boa até porque fui para substituir um dos melhores cabeças de área do São Raimundo, o jogador Juarez’, comenta.

Mário Filho, ainda voltou a jogar pela equipe do Estrela do Norte em 1991. Segundo Marinho, nesse ano, o Estrela era um timaço e disputou a final e foi campeão.

Em 1992 Marinho retornou para a equipe do Sul América onde encerrou a carreira com 35 anos. O ex- atleta conta que no ano em que o Sul América não participou do Campeonato Parintinense de Futebol foi convidado a jogar pela equipe do Nacional Esporte Clube.

Para um bom jogador, não basta apenas jogar em equipes é preciso fazer parte de uma seleção. Marinho atuou pela Seleção Parintinense de Futebol, disputando a Copa Intermunicipal de Seleções, porém não conquistou título. O jogador ainda teve a honra de atuar pela Seleção de São Sebastião do Uatumã, por esta seleção também não chegou a final.

 Craque/treinador

marinho-treinadorMarinho depois que encerrou sua trajetória como jogador não abandonou o futebol, ao contrário, desta vez passou a ser treinador. Ele lembra que recebeu um convite de Frank Bi Garcia, quando este ainda era vereador, o ano não lembra bem, para assumir como treinador a equipe do Esporte Parintins. De acordo com ele, na época o time do Verdão da Cidade não estava bem e logo depois que assumiu o time iniciou um trabalho com os atletas que tinha e enxertou com outros de Barreirinha e montou um bom elenco para a disputa do campeonato. Nesse ano a equipe do Esporte Clube Parintins conquistou o título vencendo a equipe do Nacional pelo placar de 2 x 1.

 

 

 

 

 

 

 

Momentos marcantes

Como sempre, todo craque tem inúmeros momentos que marcam sua vida. Para Marinho um dos momentos marcantes de sua trajetória no futebol foi quando atuou jogando no Sul América contra a equipe do Botafogo do Rio de Janeiro. “O placar final do jogo foi 2 x 2, nós havíamos empatado e virado o placar da partida e nos minutos finais o Botafogo empatou o jogo. Nós havíamos nos preparado seis meses antes do jogo, futebol nós tínhamos na época o que precisávamos era de preparo físico, era uma estratégia para jogarmos bem diante da equipe do Botafogo e conseguimos”, lembra.

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Jogo do Sul América e Bota Fogo

Outro momento para Mário Filho foi o jogo entre a Seleção Parintinense e a equipe do Flamengo, também do Rio de Janeiro. Nesta partida a seleção de Parintins perdeu para o Flamengo pelo placar de 1 x 0.

 Futebol da época

“O futebol de nossa época era muito bom, depois da capital o melhor era daqui da Ilha Tupinambarana”, com estas palavras Marinho descreve o futebol na década de 70 e 80 e início de 90. Segundo ele, os jogadores se cuidavam mais, a preparação era mais séria, os jogadores ficavam concentrados antes de uma partida, se tivesse jogo domingo a concentração começava na sexta-feira e ninguém saia para beber ou frequentar lugares onde podia prejudicar o desempenho do atleta.

Segundo o ex-craque o estádio ficava lotado, principalmente, quando era clássico envolvendo as equipes de Sul América e Amazonas, a festa começava pela manhã com propaganda volante pelas ruas da cidade, bandeiras e charangas, em fim era muito bom o futebol. “Mesmo com um estádio com o gramado ruim o futebol de antes era muito melhor que o de hoje que a grama é melhor”, destaca marinho.

 Futebol hoje

Para Marinho, o futebol de hoje está carente de jogadores, falta mais compromisso por parte de dos atletas, as diretorias de equipes da primeira divisão precisam ser enérgicas com seus jogadores, não permitindo que fiquem jogando campeonato de peladas.

Hoje, segundo ele, também falta apoio por parte de empresários. Antes havia ajuda dos donos de comércio e até mesmo de torcedores que ajudavam os clubes e jogadores.

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O ex-craque encerra a conversa com uma opinião com relação ao Campeonato Parintinense de Futebol. “Um campeonato oficial da Liga sem os dois maiores clubes Sul América e Amazonas não é um campeonato completo”.

Por: Nelselino Santarém